Saudações iniciais

Bem vindos ao 180º!



Este blog visa compartilhar com familiares e amigos experiências vividas durante nossa viagem de seis meses longe de nossa querida hometown, Brasilia.



Cruzando quatorze meridianos, iniciamos nossa jornada, tendo Sydney, Austrália, como primeira e maior stop.



Além da costa leste e do outback australiano, visitamos: Nova Zelândia, Tailândia, Dubai, Egito, Israel e Jordânia.



Venham conosco around 180 graus!







quinta-feira, 15 de abril de 2010

7 de Abril...

Home sick é a expressão em inglês para saudade de casa. Em língua estrangeira ou pátria, não há melhor ocasião para se sentir toda intensidade dessa expressão que a época de seu aniversário. Assim foi comigo na semana do dia sete de abril.
Era a primeira vez que passava essa data longe de casa. Entretanto, aprouve a Deus permitir que a Eliane estivesse comigo. Nessas horas me lembro quando, em Eclesiastes 4:9, a Bíblia diz ”é melhor serem dois do que um”. Ela foi fantástica, no dia “D” me surpreendeu com convites para a Opera House; e no dia 08, quinta-feira, organizou uma festinha, depois do culto, na casa de nosso amigo Alessandro.

Noite de Gala na Opera House


Todavia, quando eu pensava que era tudo, no domingo, outra surpresa. Em geral, gosto de passar mais tempo na rua e a Eliane está sempre procurando voltar para casa. Naquele dia, ocorreu justamente o oposto. Estava desconfiando de que a Eliane estava aprontando alguma coisa, porque, me segurou o tempo inteiro em passeios por shoppings e Darling Harbour. Porém, não tenho idéia como ela conseguiu reunir colegas de tantos ambientes diferentes em nossa shared. Flatmates, colegas da escola, nossos primeiros amigos orientais, irmãos da igreja, estavam todos lá, com direito comida brasileira, balões e bolo de festa. Mais um momento único a 180º longe de casa.


Happy Birthday!!



Hora do Parabéns!




Novos amigos!

Melbourne III



Nosso terceiro dia em Melbourne foi marcado pela visita a uma das principais atrações da Austrália: os monólitos marítimos conhecidos como doze apóstolos. A atração fica a duas horas e meia da cidade, para chegarmos lá, seguimos uma excursão no estilo turistão. A melhor opção teria sido alugar um carro, mas não tivemos tempo para estudar mapas e consultar fóruns de mochileiros, portanto, seguimos em um ônibus turístico. Ainda assim, valeu muito a pena.



O passeio que segue pela lendária Great Ocean Road é de tirar o fôlego. No caminho, praias, sossegados balneários, penhascos cinematográficos e até florestas de eucaliptos com direito a koalas em natura. Durante a excursão, contamos com a companhia de outra colega de escola, a Begoña (Espanhã). Na verdade, a encontramos no albergue, por um completo acaso. Quando falamos do passeio, ela decidiu por nos acompanhar, o que foi muito legal.
No dia seguinte, último dia na cidade, visitamos atrações como War Memorial, Complexo olímpico e Imigration Museum. Esse último, a pesar de pequeno, toca fundo na ferida, revelando, não apenas os aspectos positivos, mas também, os pontos obscuros que permeiam o tema. Por exemplo, foi curioso saber da importância dos cameleiros paquistaneses para o processo de exploração dos locais mais remotos do país. Sem o camelo, o continente precisaria esperar mais de um século para ser decifrado. No entanto, no início do século XX, com o advento de trens e automóveis, o governo australiano resolveu exterminar todos os camelos, ao mesmo tempo em que promoveu uma política de europeização da população perseguindo cameleiros islâmicos e demais asiáticos.



Depois das emoções com a Fórmula 1, perda de fôlego com maravilhosas paisagens naturais e aula de história, tomamos o vôo de volta para Sydney.

Melbourne II - Grand Prix

Chegamos ao Autódromo, às 11h da manhã e percebemos que deveríamos ter chegado mais cedo, pois, não compramos tickets para cadeiras específicas e estávamos encontrando dificuldade para encontrar um local de onde pudéssemos ter uma boa visão da pista. Felizmente, quando ligamos para o Alexandre, juntamente com Renato, esse havia separado um local para nós próximo a curva número 10. Desse ponto, conseguimos ver a desaceleração e a retomada dos carros.



Ferrari (vermelha) e Maseratti (preto).

Acomodados, passamos a revezar as saídas para guardamos nosso privilegiado lugar no topo do montinho erguido estrategicamente para esse fim. O dia ficou pequeno para tantas atrações, dentre as quais: exposição de ferraris e poshes antigos, desfile de veteranos, quiosques com produtos das montadoras, show de aviões da força aérea australiana e muito mais.Às dezessete horas, o ponto alto, dava para arrepiar com o ronco dos motores dos F1. Na largada, vibramos com Massa saindo da quinta para a segunda colocação; logo depois, suspense e apreensão com o baixo rendimento da Ferrari; por fim, muita comemoração em meio à torcida brasileira com o pódio do conterrâneo. Terminada a corrida, seguimos a tradicional invasão de pista e tiramos muitas fotos. O curioso foi termos recebido o convite de vários gringos querendo tirar foto
conosco e a bandeira brasileira.
Com Alexandre e Renato
O Brasil é massa

Melbourne I


Melbourne

No dia 27 de março, seguimos para Melbourne para uma trip de quatro dias e três noites. Na agenda: Fórmula 1, Penhascos dos doze apóstolos e passeio pela cidade.
O vôo para Melbourne decolou pontualmente às 7h da manhã. Para evitar contratempos na ida para o aeroporto, utilizamos um serviço shuttle a partir do Novotel em Darling Habour, já que esse hotel fica bem perto de nossa residência em Pyrmont.

Chegamos a Melbourne pelo aeroporto Avalon, que fica há mais de 50 km da cidade. Lá descobrimos que o único meio de checar a cidade seria por outro serviço de shuttle, com preço bem salgado, Au$ 20,00 por cabeça. Por outro lado, também tivemos uma boa surpresa, encontramos Alexandre e Renato, o primeiro é colega da Eliane na Martin College. Esses dois camaradas fizeram muita diferença no Grad Prix.
Melbourne - ao fundo, bonde turístico gratuito

Melbourne faz jus ao título de cidade mais européia da Austrália. Com avenidas largas, marcadas pelo encontro de edifícios antigos com modernos prédios de arquitetura audaciosa, o centro da cidade, em forma de tabuleiro de xadrez, é percorrido por inúmeros bondes, chamados trams. Numa comparação grosseira, enquanto percebemos em Sydney um constante clima de holliday, por aqui, sentimos que as coisas fluem de forma menos artificial.


Sabíamos que não tínhamos tempo a perder, por isso, a pesar do cansaço por ter levado às 4h30 da manhã, rapidamente fizemos o check in, no Metro YHA, e aproveitamos todo o tempo possível conhecendo os principais pontos de interesse na cidade. Para tanto, contamos com a ajuda de dois serviços de transporte oferecidos gratuitamente pela cidade. O primeiro trata-se de um ônibus, semelhante à jardineira de Curitiba, que permite embarques e desembarques em treze pontos de interessa, dentre os quais: Federation Square, Imigration Museum, Docks region, parques e muito mais. Da mesma forma há um bonde a disposição dos turistas. O veículo circula a região central da cidade consistindo em uma há uma opção menos confortável, porém, muito mais pitoresca.


No final desse primeiro dia, jantamos com Jonas, um colega Suíço, com quem estudei na Global Village e estava voltando para seu país. Nos despedimos do colega e seguimos para o hostel onde dividimos o quarto com um casa Inglês. Ambos, bastante simpáticos, papiamos um pouco e fomos dormir, pois, afinal, no domingo tínhamos o Grand Prix.
Com Jonas (Suiça)

sábado, 10 de abril de 2010

Blue Mountain

Não apenas a cidade de Sydney tem muito a oferecer ao viajante, mas, também seus arredores escondem lugarejos muito especiais. O mais famoso deles, sem dúvida, chama-se Blue Mountain.
Fizemos esse passeio com uma companhia chamada OZ Trek e não nos arrependemos. Além do clima que estava muito favorável, o guia, Jim, parecia ter nascido para aquela tarefa, o tempo inteiro evitou locais onde havia aglomeração de pessoas e ainda nos conduziu por duas trilhas por floresta e penhascos.

Três irmãs

Jim, nascido em Sirilanka, filho de uma suíça com um escocês e criado na Austrália, demonstrou um profundo conhecimento a respeito da geologia e dos aspetos históricos que envolveram o povoamento do local pelos colonizadores britânicos.

Dois colegas de classe da Eliane, Chuam Chuam (China) e Rafael (Koreia) nos acompanharam. O momento mais engraçado do passeio foi quando tive que carregar a chinesa nas costas, enquanto atravessávamos um pântano. A guria nunca havia feito uma trilha na vida, fez o passeio usando sandálias do tipo havaianas. Dá para imaginar o resultado. Kkkk



Queda d'água durante a trip


Detalhes da empresa:
Oz Trek Adventure Tours. Telefone em Sydney: 0425266313. Preço: Au$ 55,00 por pessoa (a melhor opção em preço).
Na verdade, existem outras opções de se percorrer os oitenta quilômetros que separam Sydney da região. Na primeira, pode-se tomar o trem a partir da Central Station (Au$ 52,00) e na região de Blue Mountaim contratar-se um ônibus turístico (Au$ 15,00). Outra alternativa consiste em alugar um carro e seguir para a região.

Com Chuan Chuan e Rafael