Saudações iniciais

Bem vindos ao 180º!



Este blog visa compartilhar com familiares e amigos experiências vividas durante nossa viagem de seis meses longe de nossa querida hometown, Brasilia.



Cruzando quatorze meridianos, iniciamos nossa jornada, tendo Sydney, Austrália, como primeira e maior stop.



Além da costa leste e do outback australiano, visitamos: Nova Zelândia, Tailândia, Dubai, Egito, Israel e Jordânia.



Venham conosco around 180 graus!







terça-feira, 22 de junho de 2010

Golfo da Tailândia


Vai uma ducha?



Ainda atordoados com a caos da cidade, visando evitar o assédio de taxistas e motoristas de tuk tuk, pedimos auxílio do hotel para encontrarmos um taxi que nos levasse à estação de trem.
Na estação, repleta de locais e turistas, por incrível que pareça impera a ordem. Os banheiros, pagos com centavos de real, são limpos; ambulantes e vendedores de pacotes turísticos são barrados pela polícia.

Embarcamos no trem pontualmente às 17h10, porém, partimos com 40 minutos de atraso. No primeiro momento não entendemos bem como funcionava o serviço. Todavia, auxiliados por um gentil nativo, professor de matemática, descobrimos que nossos assentos se transformariam em camas, tal qual aquilo que acreditávamos ser bagageiros sob nossas cabeças.

Um pequeno detalhe. Por ingenuidade, quando compramos o bilhete upper, pensávamos estar adquirindo assentos no andar superior do vagão como em outros países. No entanto, para nossa surpresa, o professor nos explicou e depois constatamos: duas senhoras sentariam em nossos lugares e teríamos que dormir no beliche improvisado. De tudo, não foi ruim. Com lençóis limpos e poucos chacoalhões, conseguimos dormir tranquilamente até nossa chegada em Surathani.


Beliche no trem


Essa última cidade funciona apenas como uma ponte para os turistas que estão indo para as ilhas. Na própria estação em que desembarcamos, adquirimos tickets que combinavam ônibus e embarcação para a ilha principal, Kho Samui. Valeu a pena termos evitado o assédio de vendedores em Bangcoc, pois, pagamos menos comprando o ticket na chegada.


A viagem completa durou cerca de duas horas e meia. O trecho de barco, já anunciava a radical mudança de ambiente: do caos urbano para o cenário digno de cartão postal. Pequenas ilhas formadas por calcário pareciam simplesmente emergir do mar verde esmeralda. Belíssimo.


Em Kho Samui, seguindo novamente indicação do guia, ficamos por três noites no resort Your Place, em Chaweng. Nos hospedando no extremo norte dessa que é a principal praia da ilha, ficamos longe do tumulto. Embora a praia em frente do resort não fosse lá essas coisas, o banco de areia formado a uns cinqüenta metros mar adentro, garantia um bom lugar para se relaxar e apreciar a paisagem.



Kho Samui



A Tailândia é conhecida como a terra do sorriso. Em um restaurante em Samui, o sorriso brasileiro se reuniu ao tailandês, em uma perfeita interação entre funcionários e clientes. Contagiados pelo entusiasmo dos locais em torno dos jogos da copa, sorrimos muito juntos na hora do jantar, vez que, pelo fuso horário, esse era o horário dos dois primeiros jogos por aqui. Boa comida e simpatia terminaram formando o igrediente ideal para retornamos por seguidas refeiçoes.



Samui Food Corner




Mamãe, tô comendo direitinho - Samui Food Corner

Na seqüência, fomos para a ilha vizinha Kho Phangan. Durante a travessia, centenas de mochileiros de todo o mundo faziam o mesmo em busca da internacionalmente conhecida Full Moon Party. Como não somos fãs de nada disso, estrategicamente, optamos por ficar em uma praia distante da festa.


Em Leela Beach, encontramos o resort Sarikantang. Com spa, uma praia quase que exclusiva, bangalôs aconchegantes e restaurante a beira mar, encontramos, nesse, o lugar ideal para descansarmos e nos preparamos para as três semanas de Oriente Médio. O melhor de tudo é que, com o Real forte, pagamos cerca de oitenta reais por dia, por acomodação com ar condicionado, farto café da manhã e internet wi fi livre.

Nos quatro dias que se seguiram, apenas deixamos a preguiça para um passeio de elefante. Afinal, não poderíamos deixar a Tailândia sem essa experiência.
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Sarikantang Resort
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Fazendo amizade
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Não é cachaça, é gasolina mesmo - posto de combustível tai
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Para quem gosta. Preferimos feijoada



Abaixo: o drama da despedida


video

Bangcoc


Principal canal de Bangcoc

Aeroporto de Bangcoc. Estamos dando nossos primeiros passos no oriente. Publicidades e placas informativas se misturavam na mesma proporção dos caracteres ocidentais e tailandeses. Depois de enfrentarmos a fila na imigração, o agente, que veste uma máscara daquelas da época da gripe suína, verifica nossos passaportes e diz: primeiro vocês ver saúde.


Procuramos alguém com um inglês melhor e somos informados que como sul-americanos precisávamos primeiro do carimbo do controle sanitário. No setor apontado, encontramos o responsável dormindo em banco tal qual uma criança. O sujeito acorda e, com cara de poucos amigos, verifica superficialmente nossos passaportes e carimba nossos formulários de imigração.
Burocracia atendida, retornamos à imigração e temos nossos passaportes carimbados. Enfim, estávamos autorizados a entrar no território do antigo império Sião. Curioso que nossas bagagens não passaram por nenhum tipo de verificação.

Eram quase duas horas da manhã. Precisávamos encontrar a forma mais em conta e segura de irmos para a Khao San Road. Dado o horário, optamos por um taxi. No trajeto, dando o tom do que haveríamos de encontrar pela frente, engarrafamentos e mais engarrafamentos. Tentando aplacar o desconforto provocado pelo trânsito, o motorista, com um inglês truncado aprendido nas ruas, era só simpatia.

Alta madrugada. Na lendária Khao San Road, centenas de mochileiros vindos de todas as partes do planeta. Ambulantes, taxistas, condutores de tuk tuk e vendedores de pacotes turísticos se mesclam como no caos original da mitologia grega. Inevitável nos perguntar: o que estamos fazendo aqui? Tudo melhora, quando seguindo a dica de nosso guia, encontramos um hotel bem estruturado, onde optamos por um quarto a retaguarda, com ar condicionado e quase imune ao barulho da rua.



Khao San Road, 3:00 am


Dizem que existem aqueles que amam Bancoc e aqueles que a odeiam. Pensamos que ódio seja uma expressão muito forte. Por outro lado, em poucas horas, testemunhamos tudo de ruim que há em relatos de mochileiros e guias como o Lonely Planet: europeus em busca de prostitutas (mesmo adolescentes), pessoas mentindo para nos levar a locais onde recebem comissões, trânsito infernal, calor de mais de 40 graus, poluição de todas as matizes, trânsito infernal, muito barulho e algumas coisas mais.

Nos próximos dois dias, visitamos mercados de ruas, shoppings de eletrônicos e reservamos o trem que nos levaria para a região das ilhas. Para aprofundar a experiência, fomos a um mercado popular local, onde eram raros os ocidentais. Lá o que mais nos chamou a atenção foram os tabuleiros repletos de baratas, grilos e outros insetos. Não nos perguntem se eram doces ou salgados, porque, não tivemos coragem de degustar as iguarias.

Dica: Hotel em Khao San Palace Hotel, 900 bha, quarto com cama de casal com ar condicionado, longe do barulho da rua.



Para vc Jader: Sempre Coca-cola

Pirataria sofisticada


De transporte público por China Town

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Nova Zelândia - Entrando numa Fria na Ilha Sul


Nossa camper em Lake Tekapo

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Milford Sound é um dos cartões postais mais populares da Nova Zelândia. Com condução própria, o passeio para esse paraíso natural, em geral, é realizado em dois dias; no primeiro, se dirige até Lake Te Anau, duas horas distante de Queestown; no segundo, se vai de Te Anau à marina de Milford, em outras duas horas. Ocorre que esse segundo trajeto é internacionalmente conhecido por sua rara beleza. São tantas paradas para fotos, que as duas horas iniciais podem facilmente se tornar 3, 4 ou 5, havendo aqueles que, simplesmente, optam por acampar no caminho.

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Milford Sounds
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Dentro de nosso roteiro apertado, para não perdermos as belezas nem do caminho nem do destino, adotamos a estratégia de levantarmos às seis da manhã e dirigirmos de Queenstown direto para Milford. Cumprindo a audaciosa meta, fizemos o cruzeiro, que percorrendo cachoeiras, montanhas que se erguem diretamente do mar e visita colônias de focas, desemboca no Mar da Tasmania. O melhor de tudo é que, em razão de estamos com uma Jucy, pagamos apenas a metade do valor do cruzeiro. No retorno para Lake Te Anau, apreciamos as belezas do trajeto, onde tiramos muitas fotos e até fizemos almoço.

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The Chasm - Milford Sounds

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Hommer Tunel

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Pernoitamos no motor parque e albergue Kiwi, que fica a beira do lago, e no outro dia seguimos para Lake Takapo, com tempo para passar por Wanaka e região do Monte Cook. Em razão do mal tempo, a visita ao Lake Ohau ficou prejudicada. Por outro lado, o mesmo mal tempo nos garantiu uma boa aventura e experiência com neve, o que descreveremos nas próximas linhas.

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Lago Te Anau
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Depois de um dia percorrendo regiões de montanhas e lagos, passamos a noite no motor parque que fica na entrada da vila do Lago Tekapo. Como não estávamos dispostos a cozinhar, resolvemos jantar no centro de ski que fica próximo, onde há uma pista de gelo. Em razão de estar havendo aulas de rockey, não pudemos patinar e ficamos apenas no jantar.

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A noite chuvosa nos garantiu ambiente ideal para dormirmos, entretanto, pela manhã, tivemos uma surpresa. Havia neve por toda a parte. O ambiente havia mudado por completo. O teto da campervan estava completamente branco. Imaginando que com o avançar do dia a neve iria derreter, tiramos muitas fotos e tomamos o nosso café tranquilamente.

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Lago Tekapo
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Ocorre que começou a nevar fortemente. O que vimos em seqüência foi um espetáculo de vans e carros atolados na neve. A essa altura, já eram 9h30 da manhã e sabíamos que precisaríamos devolver a camper, até às quatro horas da tarde, em Christchurch, que ficava há uma distância pouco maior que Brasília-Goiânia.

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Orando a Deus por um escape, nosso primeiro obstáculo foi dirigir de ré por mais de cinqüenta metros pela estrada inclinada e não pavimentada do motor parque. Vencida essa primeira etapa, sob os olhares e comentários surpresos dos camperos que ficaram presos, seguimos para a rodovia.

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Entretanto, quando já havíamos passado da vila e entrado na motorway, vimos uma placa advertindo aos motoristas quanto à imprescindibilidade de correntes nos pneus. Como não tínhamos corrente alguma, decidimos voltar para a vila e ligar para companhia que nos alugou a camper em busca de uma solução, já que havíamos contratado um seguro com cobertura total.
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Lago Tekapo - Vila

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Enfrentando o gelo

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O problema foi que quando tentamos fazer a conversão na pista coberta de gelo e neve a camper passou a deslizar e ficou atravessada na rodovia. Sem outra opção, acionamos a marcha forte do câmbio automático, tentando a conversão de volta. Tudo bem. O carro se moveu, para o sentido oposto, todavia.

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Nesse momento, surgiu um caminhão, que retira neve da pista, em auxilio àqueles que dirigiam em direção a Christchurch. Juntamente com outro veículo, seguimos o caminhão até um ponto onde a neve se transformou em chuva. O caminhoneiro, então, realizando a conversão para retornar, acenou para nós indicando que poderíamos seguir viagem.
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Incrível foi ver que há poucos quilômetros desse sufoco todo, no vilarejo de Burke Pass, não havia nem sinal de neve, a não ser no teto de nossa camper que continuava completamente branco.

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Depois da tempestade a bonanca

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Tendo superado essa experiência, agradecemos a Deus pelo livramento e seguimos nosso caminho para Christchurch, onde, primeiro deixamos nossas bagagens no YHA City e, então, nos despedimos de nossa amiga Jucy (campervan) no escritório da companhia situado no aeroporto. Daí foi descansar da aventura e aproveitar os dois dias que tínhamos na cidade.

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Por aqui, dizem que Christchurch é mais inglesa do que as próprias cidades britânicas. Exagero a parte, a capital das planícies de Canterbury é realmente muito bonita, com arquitetura pré- vitoriana bem preservada, além de ser repleta de jardins. Como de costume, batemos muita perna, onde destacamos como ponto alto, as visitas ao jardim botânico e ao museu de Canterbury.
E assim terminanos nossa jornada pela Oceania.


Museu de Canterbury

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Cathedral Square
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Bondinho na Cathedral Square

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Nova Zelândia - Ilha Sul - Primeira parte




Queenstown


Há regiões do globo terrestre onde o que se aprecia durante a viagem se faz tão excitante, ou mais, que o próprio destino. Sabendo disso, aceitamos o desafio de percorrer quilômetros e quilômetros de montanhas e vales da Ilha Sul da Nova Zelândia.

Nossa jornada por essa ilha cartão postal teve início em Picton, onde desembarcamos no dia 31/06, vindos da Ilha Norte (ver http://around180.blogspot.com/2010/06/nova-zelandia-ilha-norte.html). Sem perder tempo, dirigimos direto para Nelson, onde almoçamos. Essa região é conhecida por ser a capital neozelandesa do sol. A pequena charmosa cidade não decepcionou nos recebendo com um belo dia ensolarado, ao contrário do frio, chuva e ventanias que havíamos deixado para trás em Wellington.

Infelizmente, como não possuíamos tempo para explorar os famosos parques nacionais da região, seguimos caminho em direção a costa oeste. Nosso plano era passar por Westport e tentar chegar até Greymouth. Ocorre que no caminho, encantados com a beleza dos parques, que atravessávamos, e com as montanhas de picos nevados, que distavam no horizonte, seguimos uma placa que indicava Greymouth. Por conta desse lapso, deixamos a rota 06 e terminamos passando por Reefton. Essa última, uma pequena cidade rural sem maior expressão.
Era fim de outono em uma latitude bastante abaixo do equador. Isso significa que os dias eram bem mais curtos. Por questão de segurança, às 17h30, tendo já escurecido, resolvemos parar em um motor parque situado entre Reefton e Greymouth.
A recepção do estabelecimento ficava dentro de um Pub. Quando entrei no salão, parecia que contracenava um filme do velho oeste norte americano. Em frente à porta, havia um grupo de senhoras na terceira idade e trabalhadores rurais jogando cartas, enquanto nas outras mesas pessoas papeavam e bebiam cerveja. Percebendo a presença deste mochileiro, todos pararam seus afazeres e me fitaram com olhar de interrogação.

Tendo olhado para o balcão e não enxergado ninguém, não me restou alternativa a não ser me dirigir ao grupo que estava junto à porta, a quem perguntei sob a pessoa responsável pelo motor parque. Economizando palavras, uma das senhoras me respondeu: fale com John. Em face disso, vi John lentamente se dirigir ao caixa. Foi então que o senhor de meia idade, sem conseguir esconder sua extrema fadiga me passou preço e tudo mais.

Acomodados, passamos a perceber o frio que fazia. Sem dúvida nenhuma a maior sensação de frio que tivemos em toda a viagem. Para se ter uma idéia, no banho não dava para sentir se a água era quente ou fria, pois, nossos corpos estavam dormentes. Nesse momento, temos que pedir um desconto, pois, ambos, somos filhos de nordestinos.
Motor parque em Ikamatua

No outro dia pela manhã, percebemos o porquê do frio. Estávamos em um pequeno vale, cercados por montanhas de picos gelados. Depois do café, checamos nosso mapa e percebemos que havíamos perdido um bom tempo. Teríamos que seguir até Greymouth e subir de volta por quarenta e cinco minutos até a famosa formação rochosa chamada Punakaiki pelos Maoris e Pancakes pelos europeus. A essa altura, a visita a colônia de focas situada próxima a Westport havia ido para o espaço.

Panakaiki
De tudo, valeu muito a pena ter regressado, pois, a viagem pela Rota 06, principalmente entre Westport e Queenstown, é tida como uma dos itinerários rodoviários mais lindos do mundo, do qual, terminamos perdendo pouco mais que o trecho das focas. Por fim, no restante do dia, seguimos nos deliciando com o trajeto até Fraz Josef, vilarejo que adotou o nome da famosa geleira que lhe garante o sustento.
Agora, tendo pernoitado em um motor parque de primeira classe, o Top 10, nos juntamos a um grupo que saiu para explorar a geleira num passeio de meio dia. Com roupas especiais, incluída no pacote, nos divertimos muito no rio de gelo e em suas galerias. Bem pertinho do Glacier está um dos lagos mais visitados da Nova Zelândia: o Lago Matherson. Foi de lá que tiramos a foto estonteante do post “Ilha Sul – Prévias”.
Franz Josef
Franz Josef
Franz Josef

No mesmo dia, ao longo da tarde, continuamos pela rota 06, seguindo para Haast, onde pernoitamos. O detalhe é que a pequena cidade possui três vilarejos, o que costuma confundir os viajantes. Ficamos no vilarejo principal em um motor parque onde, num enorme salão havia ampla e aparelhada cozinha, terminais com acesso a internet e sala de estar, tudo aquecido por uma lareira. Bem aconchegante. Aproveitando o clima aconchegante, preparamos nosso jantar e papeamos com uma família vinda da Tasmânia, na Austrália.
Seguindo viagem, cruzamos Haast Pass, margeamos os lagos Wanaka e Hawea, além da cadeia montanhosa conhecia por Youg Range, onde habita o Monte Brewster (2423 m). Mais bela do que a viagem, somente o céu azul que destacava as montanhas do horizonte de Queestown, aonde chegamos por volta do meio dia.
Haast

Vez na capital dos esportes radicais e mais europeu dos centros urbanos da Nova Zelândia, almoçamos, deixamos a campervan no motor parque Kwii, e tomamos o teleférico Skyline. Esse passeio é mandatório, principalmente, com o clima tão favorável. A visão da cidade, rodeada por montanhas e entrecortada pelo Lago Waikatipu é uma das mais belas que já tivemos. No cume, vimos o crepúsculo cair trazendo muito mais cor ao horizonte, conversando com uma família de Nova York, que havia estado conosco no passeio em Fraz Josef.
Queenstown

No outro dia, entre saltar de pára-quedas, enfrentar corredeiras fazendo rafting, voar de pára-pente, descer centenas de metros a partir de cumes nevados, fazer bungy jump, dentre muitas outras opções, decidimos seguir o que é mais tradicional e seguro na Nova Zelândia: saltar os 44 metros da ponte Kawarau, primeiro lugar no mundo a explorar o Bungy Jump comercialmente.
Ainda sob a emoção do pulo, voltamos para a o centro de Queenstown com nossos corajosos colegas de Bungy Jump, um americano e uma alemã, e ali terminamos de arrumar nossas coisas para partir bem cedo em direção a Milford Sound.



Jumperes


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Nova Zelândia - Ilha Sul (Prévias)


Estrada para o Lago Matherson




Monte Cook espelhado no Lago Matherson





Franz Joseph Glacier





Rota número 6 - Mar da Tasmania


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Nova Zelândia – Ilha Norte


Waitamo Caves


Por pura coincidência, durante o vôo da Emirates, dentre o cardápio de filmes, escolhemos assistir o Invictos. No fim do filme, que relata como Mandela utilizou-se da copa do mundo de rugby para unir o país, os sul africanos enfrentaram os “All Blacks” símbolo nacional neozelandês.


Uma das cenas mais marcantes do filme foi o temor que afligiu os anfitriões quando seus oponentes se puseram a dançar fazendo caretas. Antes de todas as partidas, a equipe kiwi (forma como os neozelandeses são conhecidos) tem por tradição executar a haka, dança da guerra dos maoris, que, por sua vez, eram os antigos habitantes da Nova Zelândia pré européia.

Bem, em solo, contamos com a simpatia do agente da imigração, mas fomos surpreendidos por cães farejadores. Diferente do que se possa pensar no primeiro momento, ninguém colocou drogas em nossa bagagem.


Na verdade, os cães farejaram resíduos de banana e maçã em nossas mochilas. Pode parecer estranho, mas a Nova Zelândia possui rigorosas regras de bio-segurança. As coisas pioraram quando perguntaram se tínhamos botas e pediram para verificá-las. A Eliane ficou bem na fita, mas, a minha bota teve que ser recolhida para processo de desinfetação. Nessas idas e vindas, ficamos um bom tempo no aeroporto, porém com tudo esclarecido, fomos liberados.


Passada a ameaça de sermos confundidos com terroristas ambientais, tomamos um ônibus do aeroporto para o YHA City, um dos albergues melhores conceituados de Auckland. Da janela do nosso quarto, dava para ver a Sky Tower imperando sob o céu azul livre de qualquer nuvem. Exaustos, tiramos um cochilo e depois saímos para explorar a cidade.



Vista do quarto no YHA City - Auckland


No outro dia, ainda sob a influência da mudança de fuso horário (3h de diferença para a Austrália), levantamos às onze da manhã. Foi só olhar pela janela para termos nossa primeira experiência com o temperamental clima neozelandês. O frio havia chegado com força, juntamente com céu cinzento e chuva. Não tendo outra escolha, dado o tempo curto, saímos para explorar a cidade, tendo a visita à Tower como ponto alto.



Auckland Town Hall - antiga prefeitura



Auckland - da janela do carro enquanto cruzávamos a ponte


No terceiro dia de Nova Zelândia, acordamos cedo e saímos para comprar alguns itens para o frio, almoçamos e fomos pegar a campervan que havíamos reservado junto à empresa Juyce: veículo a diesel, maior e melhor equipado do que aquele utilizado na Austrália. No primeiro dia, dirigimos direto para Whangarei, porta de entrada para Bay of Islands, região formada por baías repletas de ilhas e ilhotas, centenárias árvores gigantes. A região é o berço da colonização inglesa no país.




Flagstaff - Bays of Island

Na região, onde pernoitamos por duas noites, fizemos a trilha de Whagarei Falls e do monte Flagstaff, onde foi fixada a primeira bandeira da Nova Zelandia britânica, em Russel (vista panorâmica impagável), e visitamos a primeira residência européia no país, em Kerikeri. Nessa última visita, soubemos que os primeiro colonos foram missionários calvinistas que foram voluntariamente para aquela terra desconhecida para evangelizar.



Trilha - Whagarei Falls



Árvores gigantes - Whangarei


Daí, foi seguir o longo caminho até Waitamo, onde pernoitamos no TOP 10, maior rede de caravans parques do país. No outro dia, levantamos às 6h30 para não perdemos a vaga no passeio de cinco horas por uma das famosas cavernas da região. Com a empresa Rap, Raft ‘n’ Rock, fizemos rapel, rafting, escalada, rastejo por frestas e conhecemos os famosos glowworms. Esses últimos são larvas que, na escuridão das entranhas da terra, brilham como estrelas. Nesse passeio, fomos acompanhados por um casal inglês e por outro belga, esses últimos encontramos em outros momentos ao longo de nossa trip pela ilha norte.



Waitamos Caves

Na seqüência, dirigimos duas horas até Rotorua, onde acompanhamos um jantar com apresentação de maoris no restaurante Matariki. Tendo reservado o evento em um backpacker, conseguimos um bom desconto. No jantar, reencontramos o casal belga, Vivian e Emerick. Depois do show, bastante interativo e da refeição preparada sob rochas vulcânicas, junto com os belgas, pernoitamos num caravan a beira do lago.


Dança Maori

Tal qual na Austrália, na Nova Zelândia, dificilmente se encontra alguém na recepção dos caravans parques depois das oito da noite. Como não tínhamos outro local para ir, coletamos o mapa interno do estabelecimento que encontramos e fomos procurar um local para estacionar nossas campers.

Campers estacionadas, as luluzinhas ficaram nos carros e os bolinhas foram tentar localizar banheiro, cozinha e etc. Sem mais nem menos, um velhinho apareceu com uma lanterna atrás de mim e disse: neste caravan há dois gatos se você matar um deles, você é um “F.” homem morto. Diante da ameaça, só me restou dizer ao distinto senhor que eu gostava muito de gato. Por fim, o velhinho, que era um hóspede de longa data, nos apresentou o local e terminou nos oferecendo amizade e algumas fatias de pão.


Ainda em Rotorua, no dia posterior, fomos conhecer os gêiseres do parque Tapuia. Impressionante ver os jatos d´água se elevarem há mais de quinze metros do solo. Da mesma forma, as lagoas de lama escaldante eram um espetáculo a parte. Por falar em espetáculo, havíamos adquirido bilhetes apenas para admissão geral, mas quando a Eliane viu a maori chefe, que havia nos recepcionado no jantar do dia anterior, a cumprimentou à moda brasileira. A senhora, então, nos convidou para assistir a um novo espetáculo, no parque mesmo, de graça.




Geiseres - Rotorua


Na seqüência, dirigimos por 76 km até Taupo; cidade situada a beira do lago de mesmo nome. Esse lago é o maior do mundo formado por cratera vulcânica. Na mesma tarde, visitamos Huka Falls. O rio Huka se origina no Lago Taupo, se avoluma, encontra estreito caminho entre rochas, ganha pressão e se precipita nessa formidável queda d’água.




Huka Falls - Taupo



Em nosso sexto dia de aventura com a campervan, seguimos contornando o lago Taupo e, cruzando o parque nacional Tongariro - habitação de três grandes vulcões - tomamos o caminho para Wellington, com tempo para almoçarmos em Hunterville, cidade onde os cães são celebridade.


Em Wellington, havia caravans parques, apenas na rodovia, fora da cidade. Resolvemos, então, procurar a rede YHA. No albergue, por sua vez, não havia lugar para estacionarmos nossa camper. Todavia, fomos informados que existia um local, a beira mar, onde camperos se reuniam de maneira informal, mas segura. Encontramos o tal local, de onde tínhamos uma visão privilegiada da baía, e ali pernoitamos por duas noites, junto a várias outras campers. O detalhe é que na primeira noite, o vento era tão forte que sentíamos o carro balançar.


O ponto alto de nossa passagem por Wellington, sem dúvida, foram às muitas horas que passamos no museu Te Papa. Bastante interativo, o museu conta a história da Nova Zelândia em todas as suas dimensões: dos primeiros maoris, a chegada dos europeus; de suas maravilhas naturais, à violência de seus vulcões e terremotos. Aficionados que somos por esse tipo de coisa, chegamos ao museu às 10h30, fizemos uma stop para almoçar comida malásia, nas redondezas, e só fomos embora depois das 17h, praticamente fechando o museu junto com os funcionários.


Para quem ficou curioso a respeito de nossa higiene pessoal, temos a informar que há vários banheiros públicos espalhados pela Nova Zelândia. Quanto ao banho, próximo ao local onde pernoitávamos, havia uma academia pública, onde uma boa ducha sai pela bagatela de dois dólares.


Nosso bye bye a Ilha norte se deu com a travessia inter ilhas de ferry. A camper seguiu em um compartimento do navio e nós aproveitamos cada segundo desfrutando o visual do Estreito Cook.




Travessia inter ilhas




Campervam no navio




Jucies





Vida de campera - vamos almoçar?